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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

“Ensinando os Pequeninos” de 0 a 3 anos



Do nascimento até os 3 anos de vida, a criança passa por um processo de desenvolvimento em todos os níveis: físico, emocional, motor, de fala, etc. Por isso os conceitos sobre Deus, sobre amor, sobre ...
Jesus, já devem ser introduzidos nessa fase. É um algo muito errado pensar que crianças dessa faixa etária (principalmente de 0 a 1 ano) devem ficar somente em berçários com as mães, durante o culto. Nessa idade, a criança ainda não pode compreender com profundidade conceitos como o de salvação, mas a terra deve ser preparada para que a semente venha e seja germinada.

Como ela aprende?

O processo do desenvolvimento da inteligência é chamado, por Piaget, de estágios do desenvolvimento cognitivo. O ser humano passa por quatro estágios: sensório-motor (0-2 anos), pré-operacional (2-6 anos), operacional concreto (7-11 anos) e operacional formal (a partir dos 11/12 anos). No sensório-motor, o bebê demonstra inteligência, desejo, através dos movimentos, e é capaz de perceber a realidade (tudo que o cerca) por meio de órgãos dos sentidos. O bebê se comunica então, não através da fala, mas dos movimentos. Tudo que ele vê, ouve e sente fica em sua mente, por isso é essencial fazê-lo ouvir de Deus já nessa idade.

Como devem ser os educadores de bebês?

A principal característica do educador é cuidar ensinando e ensinar cuidando. Esse educador também visa estabelecer um relacionamento com os pais para acompanhar o desenvolvimento do bebê; isso pode ser feito através de visitas, de reuniões ou de cartas aos pais. Na minha igreja, os professores sempre faziam uma reunião com os pais assim que entrava uma criança nova na sala, para explicar as regras e os tipos de lições que as crianças iam fazer (não nesse caso dos bebês). É importante estabelecer regras com os pais, principalmente nessa idade. As mães sentem que precisam ficar com os bebês DENTRO do berçário, o que atrapalha muito o trabalho dos professores, principalmente se a sala for pequena. Diga às mamães que quando os bebês precisarem mamar ou coisas do tipo, que você as chamará no culto. Caso contrário, diga que elas podem assistir ao culto despreocupadas, que você cuidará das necessidades do bebê (esteja preparado para trocar fraldas, fazer mamadeiras [se necessário, geralmente as mães trazem prontas], ninar, e etc. Essas atividades também são responsabilidades suas enquanto o bebê estiver em sua sala).

É importante que um mesmo educador (ou time de educadores) permaneça com a mesma sala durante, no mínimo, 6 meses, para que os bebês já os reconheçam e sintam-se seguros com eles.

Uma dica é que vocês se vistam sempre confortavelmente (aliás, para dar aula para qualquer idade). Evite saltos altos, calças sociais, ternos, etc, mesmo que o culto seja à noite. Sapatos baixos e cabelos presos são indispensáveis (lembre-se que bebês gostam de pegar coisas e puxá-las, por isso, evite brincos grandes, colares e cabelos soltos).

Quais os principais cuidados que o bebê necessita?

Fisicamente, ele precisará ser alimentado, e provavelmente você terá que trocar fraldas, dar remédios e coisas do tipo. Não se esqueça de perguntar às mamães o que o bebê precisa, e peça que ela te dê aquelas bolsas onde carregam os objetos do bebê, pra você manter dentro da sala. Emocionalmente, o bebê precisa se sentir protegido e amado, receber atenção através de conversas, cânticos, ouvir o nome dele, etc. Espiritualmente, o bebê precisa da salvação que há em Cristo Jesus (“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus“ Rm. 3.23), e é papel do professor começar a ensiná-lo sobre isso, ainda que seja através de cânticos.

O Ambiente

 


A sala do berçário deve ser um lugar claro, arejado, com berços e trocadores. De preferência, as paredes devem ser pintadas de cores claras, que transmitam calma aos bebês. Se possível, o chão deve ser revestido com algum material (pode ser um tapete como o da foto no início do Post ou esse circular dessa foto) para que os bebês não tenham contato direto com o chão (que pode ter sujeiras e é muito frio) enquanto brincam. Mantenha os brinquedos em caixas, e fora do alcance dos bebês. É aconselhável, também, que haja uma pia para que os professores mantenham suas mãos sempre limpas (e porque acidentes acontecem MUITO nessa idade, rs).

Material
 

 Vou colocar aqui pra vocês dois materiais que eu já usei. Existem várias editoras cristãs que produzem materiais para crianças, mas como eu nunca usei, prefiro não falar. Esses eu usei e posso dizer que são muito bons, cheios de figuras e bem coloridos. Ambos vêm com um livro para os professores. A única diferença é que o da SOCEP vem com figuras + atividades manuais e o da Cristã Evangélica não tem atividades manuais, só o livro do professor e as figuras (para recortar e contar a aula).

Momentos da aula

Aconselho que a aula seja dividida em três partes (você precisa adaptar sua aula de acordo com o tempo que lhe é dado. Se você for ficar com eles somente durante as pregações, deve ter em torno de uns 40 min./1 hora. Se for durante a EBD, deve ser entre 1hr/1h30min).

Durante a chegada dos bebês, mantenha sempre um brinquedo à mão, para “convencê-los” a separarem-se das mães e ficarem no berçário. Distraia-os com os brinquedos um tempo e depois os coloquem sentadinhos no tapete (os que estiverem dormindo NÃO DEVEM SER ACORDADOS [estou dizendo por que tive uma experiência certa vez em que acordaram os bebês para as atividades e eles ficaram manhosos e irritados a aula toda]. Deixe-os dormindo no bercinho e quando acordarem junte-os aos outros nas atividades). Saiba que nessa idade, você não conseguirá fazer com que eles fiquem parados para ouvir histórias ou cantar. Por isso, deixe que eles brinquem o tempo todo, e durante os momentos todos (enquanto brincam, mamam, são trocados, ninados, etc.) cante sempre corinhos, ore, conte uma história breve. Eles estão absorvendo tudo, não se engane pensando que eles não vão entender nada.

Nunca deixe qualquer bebê sozinho! Por isso, é necessário mais de um educador nessa faixa etária (aliás, acho que o essencial é sempre ter mais de um educador por sala), para que nenhum bebê tenha falta de atenção.

Na hora da despedida, entregue o bebê aos pais e relate tudo o que aconteceu isso demonstrará que a criança foi bem cuidada.

Lembrem-se sempre que nessa idade, o que eles mais precisam é de atenção e cuidado. Por isso, descubra maneiras de introduzir a Palavra de Deus enquanto faz as atividades que um bebê necessita.

No amor de Cristo,

Francine Veríssimo
http://truthfaithlove.com/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A influencia da Boneca Barbie


A Boneca Barbie foi criada em 1958, pioneira na configuração de um modelo corporal que talvez seja o mais tirânico da história ocidental. Mesmo após tantos anos essa boneca continua sendo um ícone de padrão de beleza dos mais insistentes. Tendo habitado na infância de meninas do mundo inteiro por quase meio século, a Barbie tornou-se um verdadeiro clássico nas imposições das leis do corpo perfeito em nossa sociedade. Ela é a líder de venda entre todas as bonecas jamais criadas.

A historia da Barbie é muito eloqüente cujo corpo ousou imitar as formas de uma mulher adulta, enquanto os brinquedos mais tradicionais destinados as meninas sempre reproduziram a figura do bebê ou de uma criança. Apesar das convulsões iniciais, hoje sua imagem é considerada perfeitamente normal. Um modelo a ser reproduzido pelo publico infantil de várias gerações até a síndrome consumista do “complexo de Barbie”.

O maior problema em relação à Barbie é a influencia nos padrões estéticos, de beleza, comportamentais e consumistas. Há mais de 40 anos no mercado, ela vem determinando uma mudança de comportamento feminina. Em seu "mundo cor-de-rosa" ela apresenta uma ideologia que confronta os padrões bíblicos, ou seja, apresenta a mulher como o mundo quer que ela seja, e não como Deus se agrada.

Em contradição com os valores morais cristãos, que devem ser intrínsecos ao ser humano, a Barbie apresenta uma referencia de corpo, beleza e aparência ideal, porem externos e transitórios, que são absorvidos pelo seu público alvo principal: as crianças.

Os pais se mostram indiferentes a esta absorção, muitas vezes pela falta de tempo ou atenção, deixam suas filhas consumidoras a mercê destes padrões, só tomando consciência dessas influências por meio de conseqüências graves, como a anorexia e a bulimia, por exemplo.

Às vezes me questiono se estes brinquedos são um objeto de consumo ou um bem ideológico? Pois eles estimulam significativamente a capacidade representativa da imitação, de forma generalizada. Não é a toa que são vendidas 120 milhões de exemplares a cada ano, o que significa que três Barbies são vendidas por segundo, além de ser cotada como referencia por garotas do mundo todo. Mas a absorção deste produto vai além dos números, pois aparenta um caráter ideológico cuja mídia se encarrega de veicular. A imagem da Barbie passa a ser um modelo, através dos tempos, sem mesmo que as pessoas se dêem conta disto.

O poder de persuasão desta personagem está no fato de que contribuem para a formação do caráter da criança, que brincam de ser e se portar como ela: individualista, consumista, sem vinculo familiar, etc, etc... Características encontradas nas várias versões da boneca Barbie.

Não podemos afirmar que existem pactos satânicos na produção ou comercialização destas bonecas, mas uma influencia super negativa para nossas filhas, com certeza! Hoje nos encontramos em uma sociedade onde a beleza espiritual é o que menos importa, pois a beleza física é considerada solução para tudo.

Sem duvida a Barbie é um objeto de alienação, se levarmos em consideração o seu mundo de fantasia, uma realidade distorcida e utópica de um glamour cor de rosa. Então ela não educa, mas ilude, pois causa uma falsa sensação de status, em detrimento da formação do verdadeiro caráter moral, baseado em princípios idôneos.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as cousas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” - 1 Cor 6:12

Cabe ao cristão atentar, com diligência, para as coisas que a Bíblia nos exorta, para que em tempo algum nos desviemos da Palavra (Hb 2:1)
Convém ouvir as coisas de Deus, pois elas nos trazem santidade e a vida eterna. Convém a nós ouvir e fazer uma separação entre os padrões do mundo e os mandamentos de Deus.

fonte: montesiao.pro.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como ganhar uma criança para Cristo

Pastor Jim Preston

1. Compreenda que, se uma criança tem idade suficiente para entender que precisa ser salva, e idade suficiente para compreender como ser salva, então ela é suficientemente madura para ir para o inferno.

2. O que você pode fazer para ajudar a ver crianças serem salvas.
a. Estabeleça um bom fundamento, fale a elas a respeito de Cristo, da Bíblia e da necessidade de salvação para elas.
B. Esteja disponível. Junte-se longa e profundamente a elas. Visite-as.
C. Esteja atento. Observe sinais de convicção [de pecado, de justiça e de juízo].
D. Esteja preparado.
E. Traga tantas crianças quantas você puder para a "Escola Bíblica de Férias".
F. Siga de perto cada criança com quem você trabalha.
G. Ore.

3. Determinando a prontidão de uma criança.
A. Faça boas perguntas. Não faça perguntas que possam ser respondidas com [apenas] um sim ou não.
B. Exemplos de perguntas fracas: "Você sabe quem é Jesus?" Ou "Você sabe o que é pecado?"
C. Exemplos de perguntas boas : "O que é pecado?" "Por que nós pecamos?" "Por que você veio à frente? "Por que Jesus morreu?" "Por que você quer ser salvo?"

4. Lidando com uma criança.
A. Faça a criança se sentir à vontade. Sente-se ou se ajoelhe para ficar da altura dela. Diga-lhe o seu Nome. Fale com suavidade e devagar. Sorria. Balance a sua cabeça [afirmativamente] , sempre que você estiver de acordo com o que ela fala.
B. Tenha muito tempo.
C. Apresente o Evangelho. (Explique o que significa ser resgatada, ser livre, adotada, perdoada).
D. Registre a decisão. (Mesmo se não salva)


1. Apresente a necessidade da salvação.

2. Apresente o pagamento que Cristo fez [pelo nosso pecado].

3. Ore com ela.

4. Prepare-a para o futuro.

5. Lidando com uma criança que não está pronta.

A. Diga-lhe que você está feliz por ela ter vindo.
B. Diga-lhe que Jesus está feliz porque ela quer saber mais sobre Ele.
C. Diga-lhe que não tem importância se ela não entender tudo o que todos nós estamos ainda aprendendo. Dê-lhe novas informações.
D. Diga-lhe que ela pode vir à frente e fazer perguntas a qualquer momento que ela quiser.
E. Diga-lhe que você estará orando por ela
F. Ore com ela e peça a Deus para ajudá-la a entender o Evangelho com a maior brevidade possível.
G. Pergunte-lhe se ela gostaria de se sentar com os outros, agora.

6. Dando Segurança.
A. Pergunte-lhe se ela é salva. Ajude-a a entender que, por causa dela ter sido salva, algum dia no futuro, quando ela morrer, ela irá para o céu, onde Jesus está. Rm 10:13
B. Ajude-a a entender que ela só precisa ser salva uma vez. Hb. 13:5
C. Escreva a data da conversão dela na Bíblia que ela já deve ter [ou com a qual você ou a igreja a presentearão] .
D. Leve-a, imediatamente, a contar alguém que ela foi salva.
E. Caminhe junto com ela pelo corredor durante o convite pastoral para que ela possa dizer ao pastor e à igreja sobre a sua decisão.
F. Ajude-a a contar aos outros sobre a sua decisão.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Kit Gay: O Mal Bate à Sua Porta

A cada dia que passa o cerco está de fechando contra os servos de Deus. O inimigo, usando de artimanhas tenta tragar para si mais e mais almas. Se possível, ele quer levar até o seu filho! Sim, meus queridos, seus filhos estão em perigo constante!
Sabem da última?
 A Comissão de Direitos Humanos e Minorias", querem distribuir o Kit Gay para alunos que conterá um DVD onde um menino vai ao banheiro e quando entra um coleguinha, ele se diz apaixonado pelo outro coleguinha. A Unesco já aprovou o material.
Eles alegam que o kit estimula as crianças ao respeito à diversidade de opções sexuais e combater a homofobia, mas na verdade estimulam as crianças a adquirirem um comportamento homossexual.
Seis mil escolas receberão um kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais.
Do blog da Kelly Ogliari:
"O Kit Gay, na verdade, é um estímulo ao homossexualismo e incentivo a promiscuidade e a confusão de discernimento da criança sobre o conceito de família.
Há 2 vídeos com o Titulo Contra homofobia, mas na verdade nesses vídeos contém mensagens subliminares para as nossas crianças, induzindo-as a homossexualidade.
Uma coisa é preconceito...Outra coisa é fazer apologia ao homossexualismo!!!"
O deputado Jair Bolsonaro e outros do meio político estão indignado! Ele condenou o KIT GAY como um "incentivo á promiscuidade"que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias e Comissão de Educação (pasmem vocês, estou pasma até agora!) aprovou e quer a sua distribuição desse kit em todas as escolas públicas do Brasil, para crianças de 7 a 10 anos de idade
Há duas semanas, o deputado federal Eduardo Cunha também expressou suas preocupações ao The Christian Post dizendo que isso seria uma “suposta apologia à homossexualidade” por parte do governo.
“Todos tem o direito à livre opção sexual e ao livre exercício dessa opção. O que não pode é confundir essa livre opção com o estímulo à opção sexual, ou seja, o de criar condições mentais, através da educação, de que é normal a homossexualidade,” disse o deputado.
Que absurdo!! O inimigo a cada investida tenta tragar para o inferno os nossos alunos e filhos, se aproveitando de sua inocência e pureza de coração. Vamos orar por nossas crianças, que Deus as proteja de todas essas investidas malignas.
"...Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne."
"Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;
Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é.
Com nenhuma destas coisas vos contamineis; porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós.
Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus moradores."
Façam valer imediatamente nossos valores contra essa imposição que querem colocar para as nossas crianças.
Essa comissão de Direitos Humanos e Minorias que nós colocar o escárnio da sociedade. Eles querem aliciar nossas crianças com esse KIT GAY.
Acesse o link: abaixo assinado contra o Kit Gay para assinar.
O Abaixo-assinado Somos contra o maior escândalo deste País, o KIT GAY, para Presidente da República Federativa do Brasil; Congresso Nacional do Brasil; Supremo Tribunal Federal; Assembléias Legislativas foi criada e escrita pela comunidade Revoltados ON LINE.
Este abaixo-assinado encontra-se alojado na internet no site Petição Publica Brasil que disponibiliza um serviço público gratuito para abaixo-assinados (petições públicas) online.
"Portanto guardareis o meu mandamento, não fazendo nenhuma das práticas abomináveis que se fizeram antes de vós, e não vos contamineis com elas. Eu sou o SENHOR vosso Deus."
"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes."



fonte: http://trabalhinhos.blogspot.com

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Métodos para contar uma história

Existem vários métodos para contar uma história.
Pesquisas falam que daquilo que só escutamos, esquecemos 90% dentro de 72 horas (3 dias).
Daquilo que ouvimos e vemos a nossa memória guarda muito mais (cerca de 30%).
Portanto, o mais eficiente é ouvir, ver e praticar (até 90%).
Contar... Simplesmente contar.
Uma história bem contada é sempre fascinante para as crianças. Uma história “ao vivo” é bem melhor do que qualquer programa de televisão porque o contador da história está tão perto que podemos tocar nele. Se o contador consegue, através das palavras e dos gestos, levar as crianças para o mundo da história, ele terá atenção total delas. As crianças não só escutam como também vivem a história com sua imaginação.
Existem métodos que ajudam a contar uma história. Aqui vão alguns deles:

A. DESENHOS
1. Desenhos em A4 ou A3- (Melhor para grupos pequenos) preto/branco ou coloridos.
2. História quebra-cabeça- juntar as peças durante a história
3. História em metro- rolo de desenhos ou texto.
4. Leporello- dobradura que abre e fecha enquanto se conta a história.
5. Ler livros- (melhor para grupos pequenos)
6. Flanelógrafo- um método antigo, mas sempre interessante!
7. Contar e pintar ao mesmo tempo-
8. Histórias na mala ou na caixa de areia-
9. Textos com lacunas- Um texto escrito em uma cartolina. As palavras que faltam são completadas durante a narrativa.

B. RETROPROJETOR
1. Retroprojetor- folhas prontas ou desenhadas pelas crianças.
2. Pintura na areia- caixa com fundo transparente no qual se joga areia.
3. Jogo de sombras- objetos ou silhuetas no retroprojetor.

C. DATASHOW
1. Apresentação- Desenhos de vários tipos em PPT
2. Desenhos 3D- É necessário óculos 3D

D. FILME
1. Fazer um filme com as crianças (por ex.uma entrevista com Jonas dentro do peixe, )
2. Mostrar um filme bíblico- existem muitos filmes bons, pesquise!

E. TEATRO
1. Apresentações de peças, esquetes, pantomimas, onde os atores são obreiros ou as próprias crianças.
2. Narração interativa- Todos participam através de movimentos ou sons. (Por ex.: Vozes de animais que entram na arca, ou o vento que soprou dividindo o Mar Vermelho, ondas no mar, chuva etc.)
3. Fantoches, marionetes
4. Contar com a mão- (pintar as mãos desenhando olhos, nariz e boca na palma e no dorso)
5. Dedoches - (melhor para grupos pequenos)
6. Teatro imóvel- Os obreiros ensaiam algumas posições (cenas) conforme a história. Eles usam somente seus corpos, nada de trajes típicos ou qualquer objeto. Eles não falam nem se movem. Somente o contador conta uma parte da história. Em certos momentos ele pede às crianças para fecharem os olhos e quando pede para reabri-los, os obreiros já formaram a próxima cena da história, posicionando-se de modo diferente.

F. USANDO COISAS DIFERENTES
1. Objetos variados- mostrar objetos que combinam com a história a fim de ilustrá-la (por ex.: uma pedra, história de Estevão )
2. Objetos do dia a dia- (uma escova como arbusto, uma panela como casa, uma tigela com água como lago, um vidro de xarope como um doente etc.)
3. Figuras de LEGOâ ou PLAYMOBILâ
4. Material da natureza ou de reciclagem- Por ex.: Colocando uma bola de isopor como cabeça em cima de um rolo de papel ou vestir uma garrafa plástica com roupa de retalhos ou guardanapos. 
5. Bonecos do caroço da manga- lavar bem o caroço, deixar secar, desenhar o rosto no caroço seco, usar guardanapo para fazer o lenço, fixar com elástico.
6. Régua de carpinteiro (duplo metro)- formar figuras simples durante a narração, tais como quadrado imaginando janelas, portas, escadas etc.
7. Colher de pau- pintar o rosto na colher, usar guardanapos para fazer a roupa.
8. Pau de cerca- usar um pedaço de pau, fixar um pedaço de papelão em forma de um rosto.
9. Histórias de chapéu- o contador faz a narração trocando sempre de chapéu para imitar os personagens da história.
10. Ouvir e sentir- (melhor para grupos pequenos) Enquanto conta a história, tire objetos de uma caixa que passa de mão em mão. Por exemplo, uma caixa com areia quando fala do deserto; um tecido colorido, história de José; lentilhas, história de Isaque e Jacó etc.
11. Material da praia- modelar a areia e tirar fotos, usar conchas prá fazer desenhos, escrever palavras na areia e tirar fotos, usar material como coco e outros materiais da praia.
12. História surpresa- tirar objetos de uma caixa enquanto conta a história.
13. Histórias com tampas- Pintar um rosto numa tampa.
14. História com agulhas- (melhor com grupos pequenos) agulhas com cabeçinhas coloridas, cada cor representa um grupo de pessoas

G. OUTROS MATERIAIS
1. Massinha- (mais para crianças e grupos pequenos) Modelar figuras e formas enquanto se conta a história. (Idéia interativa: As crianças participam modelando também enquanto escutam a história.)
2. Cortar ou rasgar papel enquanto conta a história.
3. Histórias de origami- Usar dobraduras para contar a história.
4. Luz negra- A luz negra reflete somente objetos brancos ou florescentes (Por ex., tecido de algodão, mãos pintadas de branco).



sábado, 17 de abril de 2010

A criança e a oração

Nenhum adulto jamais deve subestimar o potencial das orações da criança,
porque o poder das orações dela é igual ao das orações do adulto. É o poder de Deus.
Se a fé é a centelha que inflama esse poder, então não há limite para o brilho da chama que arderá no coração da criança nem para o que Deus poderá fazer em resposta. Que importa se quem ora é grande ou pequeno?
As crianças tendem a ter uma fé pura, estão prontas para crer em Deus e dispostas a confiar na resposta dele para suas orações. Elas não têm as mesmas dúvidas e perguntas sobre oração que têm os adultos. As crianças podem aprender facilmente a orar, a agradecer a Deus quando suas orações são respondidas e a discernir as respostas para uma oração respondida de forma inesperada.
Elas só precisam saber que Deus é real, que ele ouve as orações delas e que ele lhes responderá.

trecho do livro: O Poder da Criança que Ora
STORMIE OMARTIAN

terça-feira, 2 de março de 2010

Compreendendo o desenvolvimento das Crianças - parte 3 final


A CRIANÇA ESPIRITUALMENTE:

1 – BERÇÁRIO: ( zero à 3 anos )
● Têm sede de conhecer a Deus vivo e atuante.
● Têm a capacidade para entender e experimentar o amor de Deus, ouvidos, vendo e experimentando.
● Gostam de orar e dizer palavras simples para Deus, agradecendo por tudo.
● Tentam cantarolar os corinhos durante a semana.
● Desafina, inventa palavras mas canta com alegria.
● Gostam de ouvir sobre a criação ensinar-lhe que Deus criou o seu corpo.
● Evite expressões abstratas porque elas levam a sério.

2 – JARDIM DA INFÂNCIA: ( 04 à 06 anos )
● Pensa em Deus de um modo pessoal e consegue dar-lhe verdadeiro louvor.
● Ensine-a a orar de maneira pessoal com o senhor.
● Diga-lhe muitas vezes que Deus odeia o pecado.
● Tem curiosidade sobre a morte.
● Acredita nos adultos e está pronta a ouvir de Cristo.
● É a época propícia para apelo.

3 - PRIMÁRIO: ( 07 à 09 anos )
● São impacientes e não gostam de histórias em capítulos que duram muito tempo ou que sejam em seguida.
● Gosta da Escola Dominical e têm fé em Deus.
● Já entendem que Cristo as comprou com seu sangue e que pertencem a Jesus, querendo trabalhar para ele.
● Ensina-lhes a pedir a Deus a solução de qualquer problema.
● Ajude-os a conhecer Jesus, o melhor amigo.
● Dê-lhes trabalhos práticos. Distribuição de folhetos, ligações telefônicas para amigos não crentes, participação de corais, jograis, teatro e etc...

4 - JUNIORES: ( 10 à 12 anos )
● Reconhecem o pecado como algo que desagrada a Deus e a si mesmo.
● Têm fome de Deus.
● Sua fé é simples e a sua cabeça está cheia de dúvidas sobre a Bíblia.
● Gostam de encontrar respostas por si mesmos na Bíblia.
● Compreendemos melhor os simbolismos.
● Querem Cristo como Salvador e Senhor.
● Explique-lhes o valor do sangue de Cristo.
● “Se confessarmos os nossos pecados , ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” I João 01:09
● Desafie-os a orar, fazendo pedidos específicos e pela resposta de Deus, vão saber a realidade divina e a sua atuação hoje na vida diária.
● Ofereça-lhes as ferramentas próprias para descobrir na Bíblia as soluções para seus problemas.
● Leve-os aos pés do Senhor e ajude-os a entender a importância de colocar a Cristo como líder de suas vidas.

5 - ADOLESCENTES: ( 13 à 16 anos )
● Estão prontos para salvação. Pode levá-los a Cristo sem receio.
● Ajude-os no seu crescimento Cristão: valor da oração, hora devocional, estudos Bíblicos, etc.
● Aplique-as verdades Bíblicas à vida de cada aluno, pois eles têm muitas dúvidas sobre o cristianismo.
● Dê-lhes oportunidade para fazerem perguntas e responde sempre apontando princípios Bíblicos.
● Treine-os e descubra suas aptidões para trabalhos da igreja.

fonte: montesiao.pro.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Compreendendo o desenvolvimento das Crianças - parte 2

A CRIANÇA PSICOLOGICAMENTE:


1 – BERÇÁRIO: ( zero à 3 anos )
● São sensíveis, precisam de atenção, sendo ou muito boas ou rebeldes demais.
● Evite incidentes que possam ficar gravados em sua memória.
● Não deixe que ela se sinta coagida.
● Dê-lhe segurança e amor.
● Procure não faltar.
● Não gostam de serem mandadas mas fazem coisas que você sugerir.

2 – JARDIM DA INFÂNCIA: ( 04 à 06 anos )
● Gostam de brincar em conjunto mas têm tendência a destruir coisas.
● São egoístas, desejam aprovação dos outros e dos adultos.
● Não grite com elas.
● Já controlam o choro apesar de serem explosivos.
● Gostam de ajudar, são bondosos, mas também são teimosos e medrosas.
● Evite histórias que tenham suspense negativo.

3 – PRIMÁRIOS: ( 07 à 09 anos )
● São comunicativos, necessitam de companhia respeitam autoridade e são cooperadores.
● Têm muito “Fogo de Palha”.
● Não espere muito por eles.
● Ensine obediência através de sugestões com amor, e nunca dando ordens.
● Ensine o valor de competir, incentivando-os cooperando para o bom andamento da classe.

4 – JUNIORES: ( 10 à 12 anos )
● Têm boa memória, lêem muito, sentem necessidade de segurança.
● Gostam de organizar grupos do mesmo sexo.
● As meninas pensam mais em namoro, adoram heróis e são perfeccionistas.
● São instáveis emocionalmente, sensíveis ao desprezo, falta de amor ou hipocrisia.
● Promova passeios para a classe, ajude-os na formação de bons hábitos de leitura.
● Seja amigo constante e sincero
● Evite abraços ou outros gestos pois eles não gostam.
● Ame-os com o coração e não com gestos carinhosos.

5 – ADOLESCENTES: ( 13 à 16 anos )
● Estão sempre em busca de novidades.
● Muitos curiosos quanto a sexo e drogas.
● Querem ser adultos, independentemente e pertencer a comunidade.
● Fica encabulado com facilidade e têm consciência de seus problemas.
● Têm interesse pelo sexo oposto, mas seus sentimentos são inconstantes.
● Providencie preletores cristãos para falar sobre sexo e drogas.
● Conduza seus pensamentos em direção a Cristo.
● Providencie reuniões Sociais Mistas.

fonte: montesiao.pro.br

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Compreendendo o desenvolvimento das Crianças - parte 1

INTRODUÇÃO:

Amados, antes de tentarmos compreender a criança que estará diante de nós a cada Domingo, é conveniente fazermos uma reflexão sobre o nosso papel de obreiros do Senhor, trabalhando em sua seara. Devemos lembrar que temos em nossas mãos a responsabilidade de apresentar o nosso Deus vivo à estes pequeninos seres que, fisicamente, psicologicamente e espiritualmente são tão carentes d’Ele e não sabem. Mostrar estes aspectos ainda que rapidamente, é o que nos propomos neste trabalho.

A CRIANÇA FISICAMENTE:

1 – BERÇÁRIO: ( zero à 3 anos )

Ao nascer a criança já pode fazer vários movimentos e enfrenta a 3 grandes trabalhos:
- Enfocar os olhos
- Aprender a andar
- Aprender a falar
● Pode parecer que não há trabalho para o obreiro do Senhor nesta fase, mas eu afirmo: existe sim!
● Primeiro passo é procurar conhecê-los melhor e a seus pais também!
● As crianças do Rol de Berço crescem rapidamente.
● Seus músculos exigem ação e por isso são turbulentos.
● Elas falam pouco, mas, entendem quase tudo.
● Tenha paciência e calma.
● Use brinquedos fortes, grandes e leves.
● Dê-lhes atenção e não fique zangada.
● Cante corinhos com gestos e providencie para que a sua sala seja a mais confortável possível.

2 – JARDIM DE INFÂNCIA: ( 04 à 06 anos )
● Crescem rápido, tem maior controle motor.
● São ativas e cansam-se facilmente.
● Não conte histórias demoradas, não use palavras difíceis e não faça perguntas que exijam que ela se lembre.
● Alterne atividades calmas com atividades de movimento procure ter uma sala equipamento adequado e material apropriado para trabalhinhos.
● Tenha farmacinha de emergência.

3 – PRIMÁRIOS: ( 07 à 09 anos )
● Têm responsabilidade vibrante e curiosa.
● Cada idade desta faixa etária têm suas próprias características mas apesar de não serem iguais, há traços comuns entre elas.
● Nesta idade descobrem a escola secular os seus encantos e por saberem fazer comparações a Rede de Crianças pode ficar em segundo plano se o professor da mesma não levar a sério o seu trabalho, não dê tempo a eles de ficarem sem nada para ver, ouvir ou participar.
● Use amplamente recursos visuais.

4 – JUNIORES: (10 à 12 anos )
● Trabalhar com essa faixa etária não é fácil.
● Mas é muito gratificante.
● Os juniores não são mais crianças mas não podem ser considerado jovens.
● Sentem necessidade de serem liderados por alguém que os compreenda e os ajude a conhecerem a si mesmos.
● O professo de juniores deve ter um programa ativo.
● Evite fique sentados por muito tempo na mesma posição, evite louvores que pareçam infantis, crie suspense ao arrumar seu material para a aula e dê trabalhos atrativos e úteis para eles fazerem.
● Evite classe mista, se possível.

5 – ADOLESCENTES: ( 13 à 16 anos )
● Procure conhecê-los dentro e fora da Rede de Crianças.
● Tente identificar-se com eles.
● São desajeitados e muito críticos.
● Na tentativa de se adaptarem aos dois mundos existentes ( o seu, interior, e o outro, exterior ) entram em conflitos .
● Apesar de seu desenvolvimento rápido, podem estar bem dispostos num dia e no outro não querem fazer absolutamente nada.
● Varie seus métodos de ensino e faça com que eles participem ativamente da aula. Nunca dê-lhes atividades sem explicar-lhes o seu objetivo.
● Evite classes mistas ( as moças desenvolvem-se mais cedo que os rapazes ).

fonte: montesiao.pro.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ENSINANDO A CRIANÇA A CONVERSAR COM DEUS

Adoração - Confissão – Agradecimento - Súplica

Estas palavras podem ser usadas para ensinar às crianças quatro aspectos da oração.
Comece dizendo à criança que...
Orar é conversar com Deus, seu Pai Celestial. Ao ler a Bíblia, a carta de amor de Deus para você, é Ele quem fala. Mas, Deus quer que você também converse com Ele. Damos abaixo quatro assuntos para você conversar com Deus.

ADORAÇÃO

Adoração é o grande amor e respeito que você tem por Deus. Ele merece sua afeição porque é santo (perfeito sob todos os aspectos e foi Ele Quem fez todas as coisas – inclusive você (Salmos 95: 1-6). Você adora a Deus ao se alegrar com tudo que Ele é e ao dizer a Ele como é maravilhoso. Você pode dizer: “Deus, o Senhor é o Criador maravilhoso. Eu O amo por ser Todo-poderoso.” Eu O amo por ser perfeito”. Passe algum tempo adorando a Deus.

CONFISSÃO

A segunda palavra vai ajudar você a lembrar-se de confessar o seu pecado a Deus. Se permanecer no pecado e não falar sobre ele com Deus, Ele não vai ouvir a sua oração (Salmo 66:18). Confessar é mencionar o seu pecado e reconhecer que agiu mal (I João 1:9). Diga a Deus: “Confesso que agi errado quando (cite o pecado)”. Ele promete perdoá-lo quando você confessar o seu pecado. Sempre que perceber que agiu erradamente, converse com Deu sobre isso.

AGRADECIMENTO

Agradeça e diga a Deus que aprecia o que possui, quem você é e o que Ele lhe deu (Filipenses 4:6). Diga: “Obrigado, Deus, por minha família. Obrigado pelo alimento que como. Obrigado por me fazer como eu sou. E, acima de tudo, obrigado por enviar Jesus para pagar pelo meu pecado na cruz”. Agradecer a Deus deve ser parte importante do seu tempo com Ele.

SÚPLICA

Não deixe de incluir a súplica quando conversar com Deus. Suplicar significa pedir de maneira humilde. Deus quer que você converse com Ele sobre as necessidades de outras pessoas (Efésios 6:18). Ore pela sua família e amigos quando estiverem doentes ou sofrendo. Ore para que seus amigos não salvos aceitem Jesus como Salvador e se tornem membros da família de Deus. Seus amigos salvos precisam que você peça a Deus para ajuda-los a viver Ele todos os dias. Deus quer também que você apresente a Ele suas necessidades e desejos (João 15:7).

(Extraído da Bíblia de Recursos para o Ministério com Crianças APEC)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Professora de crianças, recreadora, babá, o que sou ????



Neste início de século, nos deparamos com um dilema bem antigo e ao mesmo tempo tão atual. Ministério com crianças na igreja. O professor da escola Bíblica Dominical ou a tia do cultinho, ou a mãe que ajuda a cuidar das crianças durante o culto. "Alguém" para "cuidar" das "crianças". Quantos professores e em tantas igrejas, não sabem ao certo o que são, porque estão exercendo tal função, ou quem me chamou para estar ali?

A alta rotatividade de professores nas extensas escalas semanais, a desistência inesperada de muitos professores, o abandono da classe de repente, o desânimo constante, a auto valorização deteriorada, o desespero da liderança infantil, nos indica que algo não vai muito bem.
Porque a grande maioria dos cristãos e muitos líderes das igrejas evangélicas não acreditam que para o trabalho com crianças é necessário ser chamado, capacitado e ungido por Deus para esta obra.
Não ouvimos claramente, mas as ações nos revelam tal descaso com a vida dos pequeninos em nossas igrejas atualmente, não há preparo dos professores, não há investimento na liderança e professores do ministério infantil, ou seja, o evangelismo, o ensino e discipulado com crianças atualmente não é levado a sério, não anda em sintonia com a vontade e o coração do Pai.
Quem trabalha com crianças na igreja ou em qualquer outro lugar, primeiramente necessita de um queimar no seu coração pois é chamado por Cristo para este ministério. Não é uma ocupação domingueira, não é uma falta de opção e sim um compromisso com vidas infantis, um ministro de Deus para pastorear e formar espiritualmente esta geração. Tenho presenciado o descaso com este ministério nestes dias, o coração de Deus está dolorido de ver tantas crianças sofrendo , famintas dentro e fora de muitas igrejas, não estão nas mãos de servos compromissados, preparados e chamados por Deus para este ministério.
É preciso urgentemente resgatar o chamado para esta obra, creio que você já ouviu algumas destas frases:
"Estamos precisando de irmãos para ajudar com as crianças".
"Alguém pode ajudar pelo menos uma vez no mês, com as crianças"?
"Eu ainda não sei qual o meu chamado, por enquanto sou professora de crianças".
"Só entro na escala mensal, não posso "perder" o culto!
"Somos poucos ninguém quer "ficar com as crianças".
"Se você não tem nada para fazer na igreja, venha ajudar a "cuidar" das crianças".
Abramos o nosso coração para receber de Deus o verdadeiro chamado ministerial com crianças, Deus está a procura de servos e servas dispostos a cumprir com amor e seriedade este chamado, que para Deus, não é inferior a qualquer outro ministério, pelo contrário, quem não se tornar como um destes pequeninos , não entrará no Reino dos céus, eis a nossa referência, as crianças são preciosas para Deus, não serve qualquer um para ser ministro na vida dos seus pequeninos, tem que ser um ungido do Senhor.

Autoria: Claudia Guimarães
escoladominical.net/forum/



domingo, 20 de dezembro de 2009

Aprendendo com as crianças


Por Luís Eduardo Machado

Gostaria de propor uma simples comparação entre alguns hábitos das crianças  a atitude oposta dos adultos.
... Crianças têm uma impressionante habilidade de se relacionar, já a maioria dos adultos são ‘travados’. Lembro-me que recentemente fui a uma festa de aniversário de uma criança. Percebi que um antigo colega de faculdade estava na festa acompanhado de sua pequena filha. Vocês não têm idéia de como estava difícil para dois homens adultos manterem uma conversa ‘com assunto’. Depois de algum tempo, a conversa já estava ‘difícil’, já não havia o que dizer; foi aí que vi uma cena muito interessante: enquanto os dois adultos estavam ‘travados’, uma criança pequena se aproximou de nós, fitou os olhos na filha de meu colega e, apesar de nunca tê-la visto antes, fez um aceno com o braço (daqueles que significam: “ei, vamos brincar”). Resumindo, enquanto nós passamos a festa inteira ‘formalmente travados’, as duas crianças (que nunca haviam se visto antes), estavam se relacionando e brincando felizes. Lição disso tudo: precisamos buscar os relacionamentos como as crianças buscam: com simplicidade, coragem e desejo de compartilhar.
... Crianças sempre se alegram com pouco, já os adultos, mesmo tendo muito, nunca estão contentes. Lembra de quando você tomava banho de chuva (ai que delícia!), lembra quando jogava bola na rua ou quando se encantava olhando a procissão das formigas (aliás, até hoje fico intrigado com aquela interminável fila de formigas). Lembra das brincadeiras? Lembra como a gente era mais feliz com muito menos do que a gente tem hoje?
... Crianças são mais honestas do que os adultos. A criança vê aquele cabelo horrível daquela moça e diz (bem alto): “Olha mãe, que feio! Parece uma árvore de Natal!” Já os adultos na mesma situação, embora pensem a mesma coisa, dizem: “Mas que bonito o seu cabelo, é moderno!”.
Eu prefiro a sinceridade das crianças à dissimulação dos adultos. Como é bom ser criança e não precisar viver de ‘aparências'. (é claro que tenho consciência de que, às vezes, as crianças abrem a ‘boquinha’ para colocar os pais numa tremenda fria).
... Crianças confiam mais, se entregam mais, sorriem mais e também choram mais (que saudade de poder chorar sem que ninguém fique me julgando e me achando fraco...). Já os adultos são desconfiados, muitas vezes são infiéis, não têm muito tempo para sorrir e o pior: mesmo arrebentados por dentro, têm vergonha de chorar.
... É incrível! É só aparecer um bebê que até o mais ‘durão’ dá um sorrizinho e faz um gracejo. As crianças conquistam facilmente os outros. Já os adultos, para conquistarem os outros, compram carrões, fazem plásticas, falam de seu ‘cargo’, esnobam, etc...
Aaaaai! Chego ao final desse artigo suspirando de saudosismo. Mas tenho consciência de que a vida de adulto continua e que os ‘bons tempos’ não voltam mais. Mesmo assim, fico pensando se não poderíamos adotar algumas das práticas dessas ‘criaturinhas’ para a nossa vida ficar um pouco mais colorida...
 
fonte: aprimoramento.com.br/educandofilhos/


sábado, 28 de novembro de 2009

Bullying




O que é Bullying?


O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:
Colocar apelidos Ofender Zoar Gozar Encarnar Sacanear Humilhar Fazer sofrer Discriminar Excluir
Isolar Ignorar Intimidar Perseguir Assediar Aterrorizar Amedrontar Tiranizar Dominar Agredir Bater
Chutar Empurrar Ferir Roubar Quebrar pertences

E onde o Bullying ocorre?


O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.

De que maneira os alunos se envolvem com o Bullying?


Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar:
- alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING;
- alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING;
- autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING;
- testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.
§ Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.
§ Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.
§ As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.

E o Bullying envolve muita gente?


A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana.
O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.
Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.

Quais são as conseqüências do Bullying sobre o ambiente escolar?

Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.
Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:
- depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação” do poder que os subjugava.
- seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.
As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.

Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?

As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.

E para os autores?

Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho.
Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos.

E quanto às testemunhas?

As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.

fonte:.bullying.com.br


 

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